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“Breve comentário em torno de Schnitzler, Derrida , Katz” – Texto de Susan Guggenheim

terça-feira, 10 julho , 2012

Breve comentário em torno de Schnitzler, Derrida , Katz.

Por Susan Guggenheim

 

No texto de Chaim Katz que trata do tema proposto por Derrida, a referencia inicial é a Freud. No artigo a Feminilidade (1931) a mulher “ é determinada por sua função sexual”. O que isto quer dizer? Katz utiliza a frase de Montaigne para nos advertir do que pretendemos descrever “ há mais assunto para interpretar as interpretações, do que para interpretar as coisas”. Isto posto, vamos caminhar no tema do feminino onde a mulher é a protagonista.

O falocentrismo de nossa experiência social, política, cultural emerge das idéias de Freud que traz da primazia do falo, do complexo de castração e da inveja do pênis o cerne das questões em torno do que é uma mulher.

Se para Derrida “não é a castração que é o fundamento da vida, pois a vida se protege pelo traço, pela Difference, que é o modo de organizar a vida e as experiências, memória feminina como processo, não unidade, não apenas simbólico único (falo) centro de equilibrio. A mulher é o nome desta não verdade”.

“O homem é estilo, verdade fixada para sempre. A mulher é escritura, assunção de multiplicidade.

“ A grande arte da mulher é a mentira” (Nietzsche)

A mulher e o artista, verdade de escritura, verdade que não fosse feminina? são questões em torno desta problemática.

“ Eu,  Platão, sou a verdade.” Verdade fálica? Pode-se interrogar.

Há um não lugar da mulher. No desenvolvimento do texto até o seu final, se contrapõem as idéias do falocentrismo como norteador ou mesmo como determinante do que poderia ser a mulher.

Gostaria de centralizar a discussão em direção do tema da verdade e da não verdade e a mulher.

Partimos da frase falocentrica de Platão “Eu, Platão, sou a verdade.” em contraposição a “ Eu, a verdade, falo” de Lacan. Para Lacan não há verdade. Se Lacan coloca o sujeito falante como aquele que não pode dizer a verdade, uma vez que a linguagem (seja ela qual for) nunca dará conta do dizer humano. A noção de Nome do Pai, como ponto de basta e a mulher como escritura, nos leva a pensarmos o que Lacan pretendia com a mulher não existe, como não toda.

Chaim Katz enfatiza a multiplicidade, um não lugar da mulher onde a diferença se impõe e onde ela representa a não verdade.

Acreditamos que o conto de Arthur Schnitzler é exemplar da condição feminina. Retratada no século passado a mulher do conto é, também, a mulher de hoje. Ela está regida pelo falocentrismo da sociedade patriarcal. Ela está entre o marido e o amante. Mas, ela é a não verdade, a multiplicidade, a não toda. Daí suas interrogações, angústias e a decisão de manter a atitude que dela se espera: mentir. Mentir para manter o seu lugar feminino, dissimulação positiva, artisteria existencial diria Nietzsche. O nosso poeta cantou “a mulher… e o seu dom de mentir”.

 

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