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O que é natural… da NATUREZA?!… e o que não é?!…

segunda-feira, 5 dezembro , 2016

Evento de encerramento do ano letivo de 2016. Com a Psicanalista Suzana Schmidt Nolasco.
Dia 13 de dezembro, terça-feira, às 20h, na FF Barra. Aberto ao público.

 
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“Quero falar de sua mania de negar o que é … e de explicar o que não é” (E.A. Poe, Duplo assassinado na Rua Morgue).
No livro O Real e seu Duplo de Clément Rosset (herdeiro de Schopenhauer e Nietzsche), utilizando como conceito-chave a ideia de acaso (Hasard), aprendemos que “o que existe não constitui uma “natureza”, mas um acaso… quer dizer, uma não natureza no sentido clássico do termo”. (Filosofia do discurso trágico).
Rosset faz a crítica de um “mundo como natureza”, partindo de um aforismo da Gaia Ciência (Nº 109) que indaga com firmeza: – “Quando teremos desdivinizado completamente ¬a Natureza?”
Ele toma partido por um “mundo como artifício”, tendo estabelecido os elementos sobre os quais constrói a “ontologia do singular” (O Real e seu Duplo 1976) e define os atributos desta realidade “in-significante”, cuja particularidade “é não se apoiar sobre o pensamento do seu ser, nem sobre o de sua unidade, mas apenas sobre a consideração de sua singularidade” Rosset abre um longo caminho reflexivo e muito interessante mas… para provocação do nosso tema – O que é natural… da Natureza? E o que não é?
Me interessa, destacar o que ele desenvolve a partir de seu conceito de ilusão. Ele pontua que “na ilusão a coisa não é negada: mas apenas deslocada colocada em outro lugar”.
O iludido vê “à sua maneira, tão claro como qualquer outro”…
 
Nós, psicanalistas, que trabalhamos com a questão da subjetividade devemos acrescentar a esta assertiva de Rosset que a subjetividade não é uma produção tão somente individual, mas também coletiva, histórica e contextualizada no seu tempo e sua cultura.
Tal como na época da Freud a cultura do nosso tempo tem característica próprias e muitas modificações estão em andamento.
Com Giorgio Agamben pergunto: -O que é o contemporâneo? -Quem é o homem que vem? …a cultura que vem? E o natural da Natureza que vem? -Que natural? Que Natureza?!… Das máquinas que conversam entre si?!…
O sujeito da cultura ocidental reconhece-se já como dividido, sendo possuidor de um inconsciente que lhe prega peças, que o faz sofrer as agruras do desejo insatisfeito e tudo mais.
 
É um trabalho continuo de fazer e desfazer. O Eu, na sua teia, se constitui, cada pequena parte, em sua experiência com as coisas do mundo.
Em Ferenczi “o olhar constitui o olho e seu objeto, o gosto faz a boca e do que ela gosta, as sensações tácteis marcam pedaços diferentes do corpo antes de criarem a pele como invólucro e limite corporal, o cheirar cria um espaço sensório de memória com o rastro dos primeiros cheiros, que se misturam com outras memorias sensórias, criando imagens sinestésicas que conjugam cheiros, cores, texturas, sons etc …” (Thalassa/1924 Katastrophak – título da edição húngara) Ferenczi explorou esse universo de multiplicidades, não como sintomas mas como possibilidades (1924).
Como costumo dizer: -Sin-toma!
 
Construindo pontes e ligando pontos, o Dr. Chaim nos apresentou o texto da socióloga israelense Orna Donalth “o instinto materno não existe” (El país), onde Donalth escreve sobre mães que se arrependeram de ter filhos, embora, sem dúvida, amem os filhos que tiveram.
Ao receber o texto pensei imediatamente no fenômeno do bebê Reborn… que, cada vez mais ganha adeptos.
O que é Reborn? …natural, da Natureza ou não?
 
Este é o debate que propomos para nosso Entre-Pontos do dia 13/12 às 20h que também encerrará o ano de 2016! Participem!
 
 
Evento gratuito aberto ao público.
Dia: Terça-feira, 13 de dezembro de 2016.
Horário: 20h.
Local: FF Barra (Av. das Américas, 500 – Downtown – Bloco 21 / loja 143).
 
 

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